​‘Learnability’: a capacidade de aprender como uma habilidade do futuro

18/06/2019

Adaptar-se ou perecer. Juntamente com a versatilidade, a capacidade de aprender continuamente é uma das habilidades mais valorizadas nas empresas hoje em dia. E não é surpreendente, porque em um contexto que muda praticamente à velocidade da luz, as organizações não precisam apenas de funcionários ágeis e receptivos, mas também daqueles que, naturalmente, são capazes de aprender e reaprender ao longo de sua carreira. O conceito de Learnability ou “capacidade de aprendizado” refere-se precisamente a essa capacidade, muito alinhada com o mercado de trabalho de hoje e do futuro, em que especialistas dizem que um funcionário terá que ser retreinado entre 10 e 14 vezes, em média, durante toda a sua vida profissional.

Ir além da zona de conforto

Apesar de ser um conceito relativamente novo, a capacidade de aprendizagem tem sido definida como a curiosidade e o desejo de integrar continuamente novas habilidades para permanecer ativo em todo momento. Em suma, significa estar preparado para sistematicamente deixar sua zona de conforto para avançar em sua carreira, resultando em um perfil atraente para empresas que, há algum tempo, sabem que o potencial de um funcionário é o que define seu valor.

Esse espírito de crescimento pessoal, agilidade na tomada de decisões e assumindo novos papéis e conhecimentos, são hoje os critérios predominantes em qualquer processo de seleção. Em “The Future of Jobs Report 2018”, o reporte publicado pelo World Economic Forum em setembro passado, que diz que até 2025 mais da metade dos empregos atuais serão substituídos por máquinas, fica claro que essa capacidade de aprendizagem é uma boa opção para diferenciar-se não apenas dos outros candidatos a um emprego, mas também dos nossos rivais 4.0.

O ambiente é importante

Ser proativo e antecipar o futuro por meio de treinamento, formal ou não, é claramente uma decisão sábia. A atitude de uma pessoa é fundamental, mas o ambiente também influencia: o ambiente de trabalho deve criar espaços e dinâmicas que permitam que os colaboradores sejam treinados em áreas relacionadas às suas funções. As empresas também devem incentivar esse aprendizado contínuo, que pode ser individual ou coletivo, sendo este último a melhor opção, já que, de acordo com a pirâmide de aprendizagem do psiquiatra americano William Glasser, lembramos entre 10% e 20% do que nós lemos e escutamos, 30% do que vemos, 70% do que compartilhamos e 80% do que fazemos. O aprendizado efetivo e compartilhado, portanto, está diretamente relacionado ao conceito de “capacidade de aprendizado”.

Viewnext, uma empresa da IBM na Espanha, aponta duas atitudes que os líderes que desejam promover a capacidade de aprendizagem dos funcionários devem adotar. Primeiro, eles devem ser uma fonte de inspiração, um líder que dá o exemplo para outros funcionários que querem avançar em sua carreira. E, segundo, que a liderança deve ser combinada com uma boa dose de inteligência emocional, pois ela não apenas melhora nossa autoconsciência, mas também nos ajuda a manter o controle em cada situação e a tirar o máximo proveito de cada membro da equipe. Inspirar e motivar são dois requisitos fundamentais para promover a capacidade de aprendizagem.